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Entenda como funcionava esquema do PCC para infiltrar campanhas e cargos públicos na Grande SP e litoral

Operação policial mira núcleo político do PCC Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (27) durante a Operação Contaminatio, realizada pela Delegac...

Entenda como funcionava esquema do PCC para infiltrar campanhas e cargos públicos na Grande SP e litoral
Entenda como funcionava esquema do PCC para infiltrar campanhas e cargos públicos na Grande SP e litoral (Foto: Reprodução)

Operação policial mira núcleo político do PCC Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (27) durante a Operação Contaminatio, realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em prefeituras e campanhas políticas em cidades da Grande São Paulo e do litoral paulista. Entre os presos nesta segunda estão Joel Ferreira de Souza e Thiago Rocha de Paula, que já foi vereador em Santo André. A Polícia Civil informou que os nomes de outros dois homens presos ainda não serão divulgados. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Além das prisões realizadas nesta segunda, outro homem identificado como João Gabriel de Mello Yamawaki, apontado pela polícia como dono da fintech usada no esquema, também foi preso. A identidade de mais um investigado detido anteriormente ainda não foi divulgada. Durante a operação, também foram apreendidos três carros de luxo, que estão na delegacia da Dise, em Mogi das Cruzes: um BYD Song Plus, um Toyota SW4 e um Lexus NX. Além dos veículos, os policiais recolheram equipamentos eletrônicos. Lexus NX foi um dos carros apreendidos na Operação Contaminatio Guilherme Alves/TV Diário Segundo o delegado da Dise de Mogi das Cruzes, Fabricio Intelizano, os presos são apontados como os principais responsáveis pelo esquema. “O papel deles era de articulação política, de contatos políticos, bem como de financiamento, de lavagem de dinheiro e de colocação de dinheiro em circulação”, afirmou o delegado. Segundo a polícia, os suspeitos ainda não apresentaram defesa. A TV Diário solicitou um posicionamento da Câmara de Santo André, mas não recebeu uma resposta até a última atualização desta reportagem. Como funcionava o esquema A Operação Contaminatio é um desdobramento da chamada Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, quando surgiram os primeiros indícios da tentativa da facção de influenciar eleições municipais e ocupar cargos dentro do poder público. Segundo a polícia, o grupo buscava criar um núcleo político dentro de administrações municipais. “Um dos pontos que chamou a nossa atenção foi a tentativa do Primeiro Comando da Capital em lançar candidatos a cargos eletivos, para as eleições municipais, infiltrando agentes também como servidores comissionados em algumas prefeituras”, explicou Intelizano. Outra frente do esquema envolvia a criação de uma fintech, uma espécie de banco digital, que seria usada para lavar dinheiro obtido com atividades criminosas e facilitar a infiltração do grupo em prefeituras. “Eles estavam com a intenção de usar esse banco que eles criaram para se infiltrar em algumas prefeituras para realizar o gerenciamento do recebimento de tributos, taxas e valores que os municípios recebiam dos seus cidadãos, e passar a fazer a administração desses valores”, disse o delegado. De acordo com a polícia, a intenção era assumir a administração dessas receitas municipais, favorecendo financeiramente a organização criminosa. Bloqueio milionário A Justiça determinou o bloqueio de R$ 513,6 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. O valor está relacionado à movimentação financeira atribuída ao grupo. “Foram apreendidos muitos dispositivos eletrônicos que serão analisados e certamente subsidiarão as outras fases da investigação”, afirmou Intelizano. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e medir o alcance da tentativa de infiltração da facção no poder público. Polícia Civil faz operação em Mogi das Cruzes para cumprir 5 mandados de prisão Assista a mais notícias do Alto Tietê

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